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O Estado angolano está em processo de venda de 51% do capital da Ensa, seguradora líder do mercado angolano e até 10 de agosto os interessados poderão assinar o NDA (acordo de confidencialidade) que lhes dá acesso ao caderno de encargos, com vista à apresentação de propostas de compra.

Nesta 1ª Fase do Processo de Privatização, a alienação das ações representativas do capital social da ENSA será efetuada através de Concurso Limitado por Prévia Qualificação. O IGAPE – Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado, que está a executar a política e o programa de privatizações e reestruturações definido pelo Estado angolano, contratou o Banco Millennium Atlântico em parceria com o Millennium Investment Banking para assessorar esta fase.

A seguradora nasceu há 43 anos e nesta altura é líder do mercado, liberalizado desde o ano 2000, com 37% de quota. A produção total de seguros em Angola em 2020 atingiu 227 121 milhões de kwanzas (280 milhões de euros ao câmbio de 31 de dezembro de 1 euro equivalente a 811 kwanzas), um crescimento de 25% face ao ano anterior. Este valor distribui-se em 40% em Saúde, 19% petroquímica, 11% acidentes de trabalho, 9% automóvel e 8% Danos.

Com o equivalente de kwanzas de 104 milhões de euros de produção através de 47 mil apólices ativas, a Ensa é líder nos ramos Petroquímica, Transportes, Saúde, Acidentes e Automóvel e, no final de 2020, contava com um ativo de 241 milhões de euros e capitais próprios de 48,8 milhões.

Depois de um ano negativo em 2019, o resultado líquido do ano passado foi positivo em 21,8 milhões de euros, o rácio de despesas foi de 29% e o rácio de sinistralidade de 55%, o que perfaz um rácio combinado de 84%, melhorando face aos 99% de um ano antes. O ROE foi de 46,6% em 2020, e o rácio de solvência estava em 213% no último dia do ano passado.

A companhia que é um grupo, a Ensa SA e a resseguradora ANGO RE, conta com 578 colaboradores, 30 agências a nível nacional, a rede de 6 bancos e 54 estações postais em resultado da parceria com os Correios de Angola.

A ENSA foi nomeada em 2019 como uma das principais empresas públicas a ser privatizada ao abrigo de um programa específico apoiado pelo Banco Mundial e a venda dos 51% será aberta a investimento interno e externo.

 

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